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Centro Ciência Viva de Lagos

Centro Ciência Viva de Lagos

  • Cenografia e Design – Atelier Zer0
  • Coordenação e conteúdos – Centro Ciência Viva de Lagos
  • Conceito Original – Bruns, Northernlight
  • Produção – Produções Reais
  • Pintura Mural – Ricardo Chemega
  • Farol | Submarino | Arca do Tesouro – Maquettree Studios
Lagos – Portugal

Sobre a Exposição

Com base na premissa de criar uma linguagem contemporânea e apelativa, foi proposto um novo conceito visual, espacial e material, de acordo com o briefingda Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica – e com o objectivo de reestruturar o Centro de Ciência Viva de Lagos (CCVL), transformando o Centro num espaço mais apelativo e em que os visitantes se sintam convidados e motivados a experimentar o espaço.

Uma vez que o Centro Ciência Viva de Lagos se encontra localizado no interior de um quarteirão, não dispondo de uma fachada com frente de rua evidente, sentiu-se necessidade de tornar o edifício mais visível no contexto urbano da cidade de Lagos.

Propôs-se para tal destacar as principais fachadas dando-lhes um aspecto único e característico através da realização de uma pintura com efeito de ilusão de óptica “cinética”.

Este efeito foi conseguido através da utilização de pantones baseados na cor de origem das fachadas com tons progressivamente mais escuros até á cor negra.

Nas fachadas é aplicada iluminação nocturna através da projecção animada de luz, composta por várias formas geométricas e conseguida a partir de discos rotativos montados em projectores, que confere efeitos de cor e movimento. Este sistema de projecção de luz serve não só como elemento de entretenimento como potencia o efeito de ilusão óptica “cinética”.

Numa fachada do edifício anexo está instalado um sistema de discos com os quais os visitantes podem interagir, que ao serem girados criam igualmente o efeito de ilusão óptica “cinética”. A própria fachada está igualmente pintada com o efeito de ilusão de óptica “cinética”.

Na varanda sobre a entrada principal do edifício principal, e como elemento integrante das fachadas, estão dispostas várias esculturas eólicas do tipo “cata-vento” com formas de hélices e espirais esféricas, pintadas com cores vivas de modo a dar um movimento permanente. Estas esculturas eólicas chamam a atenção, permitem a observação de um fenómeno científico e aludem ao conteúdo expositivo do CCVL.

O resultado alcançado foi um efeito potenciador do interesse inquisitivo sobre o que será o edifício e levando à aproximação das pessoas até à sua entrada. Por sua vez, os discos instalados na parede e os cataventos na varanda do edifício permitem ludicamente uma primeira experiência e motivam a entrada ao interior do centro.

Teoricamente o projecto de espaços e elementos de exterior baseou-se e foi desenvolvido tendo por base o princípio geral de cinética, transversal a várias áreas. O entendimento e apropriação do tema proporcionaram um veículo facilitado para materializar a relação entre a componente estética e a científica, que pretendíamos, de uma forma clara e objectiva.

Verificou-se que a linguagem estética do interior do museu era pouco apelativa e pouco coerente, carecendo de uma forte linha estética que enquadrasse todas as peças na imagem global da exposição. Perante esta constatação e tendo-se verificado que alguns dos módulos interactivos existentes tinham uma linguagem estética datada e se encontravam em desarmonia, tornou-se assim necessário redesenhar e readaptar os mesmos e reenquadra-los no espaço, de acordo com o novo conceito de linguagem expositiva proposto.

Consequentemente, as paredes expositivas foram igualmente redesenhadas e adaptadas de acordo com o conteúdo dos módulos interactivos.

Por sua vez, foram criados os módulos interactivos ‘Submarino’ e ‘Farol’. Estes módulos que simulam a realidade destes elementos/espaços, proporcionam a tomada de conhecimento do funcionamento inerente e possibilitam uma experiência interactiva.

Construção e implementação